REMANSO
Há horas em que se
estagna
a superfície sempre agitada dos sentidos
e o hipotético rio,
antes caudaloso,
desce as corredeiras
sem sobressalto e sem
medo;
sem saudade e sem
desejo.
Há quem,
com olho perspicaz,
chame a essa calmaria
de espasmo ou marasmo.
Mas, para esse remanso
que se anuncia na
azáfama do dia,
dou o nome de paz.